Confiança da construção civil continua em queda em 2013

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Em 12 meses, o Sinapi subiu 5,67%, segundo o IBGE
Em 12 meses, o Sinapi subiu 5,67%, segundo o IBGE

Pelo segundo mês consecutivo, o Índice de Confiança da Construção (ICST) da Fundação Getulio Vargas, divulgado nesta quarta-feira (06/03), teve queda neste ano. O Indicador Trimestral registrou queda de 6,9%, em fevereiro, contra -4,8% no trimestre findo em janeiro. O resultado confirma a desaceleração da atividade econômica do setor ao início de 2013.

Praticamente todos os segmentos sinalizam desaceleração na comparação interanual trimestral. Aqueles que mais contribuíram negativamente foram: Obras de Acabamento, com variação de -1,5% do índice de confiança, em fevereiro, ante 2,5%, em janeiro; Obras de Infraestrutura para Engenharia Elétrica e de Telecomunicações, com variação de -6,0%, contra -3,8%; e Construção de Edifícios e Obras de Engenharia Civil, com -6,8% e -4,6%, respectivamente. A exceção foi Aluguel de Equipamentos de Construção e Demolição, cuja taxa de variação passou de 4,8%, em janeiro, para 5,1%, em fevereiro.

A variação trimestral do Índice da Situação Atual (ISA-CST) foi de -7,9%, em fevereiro, contra -5,7%, em janeiro. Na mesma base de comparação, a variação do Índice de Expectativas (IE-CST) foi de -6,0%, ante -3,9%.

O quesito evolução recente da atividade foi o que mais pressionou para a queda do ISA-CST no trimestre findo em fevereiro. A variação do indicador trimestral deste item foi de -6,6%, em fevereiro, ante -3,4%, em janeiro. Das 700 empresas consultadas, 21,8% avaliaram que a atividade aumentou no trimestre findo em fevereiro, contra 28,3% no mesmo período de 2012; para 16,7% delas, a atividade diminuiu (contra 15,8%, no mesmo período de 2012).

O quesito que mede o otimismo com a tendência dos negócios nos seis meses seguintes foi o que exerceu maior influência na piora do IE-CST; sua variação interanual trimestral foi de -5,3%, contra -3,0%, em janeiro. A proporção de empresas prevendo aumento na demanda foi de 41,7%, ante 49,5%, no trimestre findo em fevereiro de 2012, enquanto a parcela das que esperam diminuição ficou praticamente estável, passando de 3,5% para 3,4% do total.