Confiança da construção civil cai quase 10% em julho

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Em 12 meses, o Sinapi subiu 5,67%, segundo o IBGE
Em 12 meses, o Sinapi subiu 5,67%, segundo o IBGE

O Índice de Confiança da Construção (ICST), divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta sexta-feira (03/08), apresentou queda de 9,9% em julho, na comparação com o mesmo período do ano passado. Este é o pior resultado desde novembro de 2011 (-10,2%). O resultado confirma a desaceleração da atividade econômica do setor.

Os segmentos que registraram maior piora na comparação entre os anos  foram: Aluguel de Equipamentos de Construção e Demolição, com operador, cuja variação do índice de confiança passou de 3,9%, em junho, para -3,9%, em julho; e Obras de Infraestrutura para Engenharia Elétrica e para Telecomunicações, cuja variação alcançou -15,8% em julho, ante queda de 13,9% no mês anterior. Em contrapartida, o único segmento que apresentou melhora relativa foi o de Preparação do Terreno, com variação de -5,4%, contra -5,8%, em junho.

Ainda na comparação entre 2011 e este ano, a piora do ICST sofreu maior influência das perspectivas mais negativas do empresariado para o futuro: no trimestre findo em julho, o Índice de Expectativas (IE-CST) caiu 9,2%, ante queda de 8,6%, em junho. O Índice da Situação Atual (ISA-CST) manteve ritmo praticamente estável ao passar de -10,5%, em junho, para -10,6%, em julho.

O item da pesquisa que mede a evolução recente do nível de atividade foi o que mais contribuiu para a queda do ISA-CST no trimestre. A variação do Indicador Trimestral do quesito foi de -10,5%, em junho, e passou para -11,8%, em julho. Das 699 empresas consultadas, 25,8% avaliaram que a atividade aumentou, na média do trimestre findo em julho, contra 34,8% no mesmo período de 2011; 17,3% consideram que a atividade diminuiu (contra 11,8% há um ano).

O quesito que avalia a tendência dos negócios nos próximos seis meses foi o que exerceu maior influência na piora do IE-CST. A sua variação trimestral passou de -8,8% para -9,7%, entre junho e julho, respectivamente. A proporção de empresas prevendo melhora na demanda foi de 42,0%, ante 54,4%, em junho de 2011, enquanto a parcela das que esperam piora passou de 1,5% para 4,0% do total.