Confiança da construção cai -4,7% em agosto

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O segmento obras de acabamento foi o que teve maior queda no índice de confiança da construção
O segmento obras de acabamento foi o que teve maior queda no índice de confiança da construção

O Índice de Confiança da Construção civil (ICST), da Fundação Getulio Vargas, teve variação negativa  no trimestre findo em agosto, ao registrar -4,7%, em relação ao mesmo período do ano anterior. No trimestre findo em julho a queda havia sido de -4,0%. Este é o segundo mês consecutivo de ampliação da queda interanual nesta base de comparação, após três meses de diminuição da distância em relação ao ano anterior.

O indicador-síntese da Sondagem da Construção (116,3 pontos) sinaliza, portanto, tendência de desaceleração do ritmo de atividade econômica do setor no terceiro trimestre de 2013. A comparação interanual mensal confirma a tendência, ao registrar variação de -5,3% neste mês, contra -3,9%, em julho.

O segmento obras de acabamento foi o que teve maior queda no índice de confiança da construção
O segmento obras de acabamento foi o que teve maior queda no índice de confiança da construção

Assim como em julho, a piora do ICST deveu-se tanto à avaliação sobre a situação atual quanto às expectativas, usando a base de comparação trimestral. O Índice de Expectativas (IE-CST) passou de -0,8% em julho para -1,4% em agosto e o Índice da Situação Atual (ISA-CST) passou de -7,8%, para -8,5%, na mesma comparação.

Também houve piora na comparação interanual mensal, tanto na situação atual (de -7,4%, em julho, para -8,6%, em agosto), quanto nas perspectivas futuras (-0,9% para -2,5%, respectivamente).

Obras de Acabamento – Dos 11 segmentos pesquisados do Índice de Confiança da Construção, sete apresentaram piora, com destaque para Obras de Acabamento cuja variação interanual do índice de confiança trimestral passou de -2,0%, em julho, para -4,3%, em agosto; Instalações Elétricas, ao passar de 0,4% para -1,7%, nos mesmos períodos; e Obras de Arte Especiais e Obras de Outros tipos (de -4,1% para -5,5%).

A queda do ISA-CST em julho foi influenciada pelo quesito evolução recente da atividade. A variação interanual do Indicador Trimestral1 deste item passou de -5,1%, em julho, para -6,5%, em agosto. Das 685 empresas consultadas, 19,8% disseram que o nível de atividade aumentou no trimestre findo em agosto, contra 24,9% no mesmo período do ano anterior; já 19,2% das empresas informaram que a atividade diminuiu (contra 17,3%, em agosto de 2012).

O quesito que avalia a demanda prevista para os próximos três meses maior influência negativa no IE-CST. A variação interanual trimestral deste quesito passou de 1,0%, em julho, para -0,6%, em agosto. A proporção de empresas prevendo aumento na demanda no trimestre findo em agosto é de 33,0%, contra 32,1% no mesmo período em 2012, enquanto a parcela das que estão prevendo diminuição foi de 7,9%, contra 6,2%, em agosto de 2012.