Compra de imóveis: interesse para investimento diminui

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A participação dos investidores na compra de imóveis continuou a declinar, atingindo o menor percentual da série histórica em dezembro de 2016 (39%)
A participação dos investidores na compra de imóveis continuou a declinar, atingindo o menor percentual da série histórica em dezembro de 2016 (39%)
Último trimestre foi marcado também por queda no percentual de descontos e aumento na expectativa de queda nos preços para a compra de imóveis em 2017

O interesse na compra de imóveis para investimento diminuiu, segundo os resultados do Raio-X FipeZap do 4o trimestre de 2016, realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O levantamento  mostra novos indícios sobre a percepção atual e expectativa dos agentes para 2017. A participação das transações com desconto no total de transações permaneceu praticamente estável entre o terceiro e o quarto trimestre do ano, em torno de 75%. Já o percentual médio de desconto apresentou ligeira queda ao longo do último trimestre, fechando o ano em 8,7%.

Em termos de percepção de preço, entre o terceiro e o quarto trimestre de 2016, o percentual de compradores em potencial (isto é, com pretensão de adquirir imóveis nos próximos 3 meses) que classificava os preços atuais como “altos ou muito altos” recuou de 69% para 66%; ao passo que, entre aqueles que adquiriram imóveis recentemente, essa proporção aumentou de 48% para 52% dos respondentes.

Em relação às expectativas sobre a evolução de preços dos imóveis, observou-se um aumento significativo do percentual (de 30% para 36%) de entrevistados que esperavam queda nos preços ao longo de 2017. Já a proporção de respondentes que partilhavam de uma expectativa de aumento nos preços, para o mesmo horizonte temporal, recuou de 17% para 13% entre o terceiro e último trimestre de 2016.

Por outro lado, a participação dos investidores no total de compradores continuou a declinar, atingindo o menor percentual da série histórica em dezembro de 2016 (39%). Especificiamente, o maior recuo foi observado entre os investidores com o objetivo de aluguel, cuja participação no total de respondentes recuou ao menor percentual da série histórica (21%) em dezembro de 2016.