Casa própria: classe C destina 30% da renda para este fim

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Prédio destinado a classe C construído no bairro Fernão Dias

O termo “Classe C” nunca esteve tão presente nos jornais, revistas, TVs e rádios como atualmente. O motivo é muito simples: hoje, esta é a classe econômica que possui maior poder de compra no Brasil. Desde 2003, foi a que mais cresceu. Entretanto, embora muito se fale da dela, nem todo mundo conhece o perfil dessa população. Mas, afinal, quem são as pessoas que compõem a classe C? O que elas querem? Quais são seus sonhos? Um deles é a Casa própria.

Leandro Palmeira, diretor da GIVE Imóveis, imobiliária que atende a esta classe, tem a resposta. “A classe C são pessoas que possuem renda de três a 10 salários mínimos. Essa parcela, inclusive, é privilegiada pela Caixa Econômica Federal nos programas habitacionais”, explica. Segundo o diretor, as famílias inseridas nesta classe social costumam destinar cerca de 30% dos rendimentos para investimentos no setor imobiliário.

Dado que pode ser confirmado se prestarmos atenção ao perfil destas famílias. Seus integrantes são, na maioria, pedreiros, mecânicos, empregadas domésticas, cozinheiras, vendedores de lojas, recepcionistas, revendedores de cosméticos e roupas etc. “Ou seja, pessoas que trabalham muito e que, por isso, estão em busca de maior qualidade de vida. Assim, elas querem comer melhor, ter acesso a produtos de tecnologia e, claro, ter a tão sonhada casa própria”, destaca Leandro.

Segundo Leandro Palmeira, a classe C destina 30% da renda para a Casa própria
Segundo Leandro Palmeira, a classe C destina 30% da renda para a Casa própria

Por falar em casa própria, esta é uma meta que, para muitos, já tem até data marcada para acontecer.  Mais de 4,5 milhões de famílias que integram a classe C pretendem adquirir um imóvel até o fim deste ano, segundo o instituto de pesquisa Data Popular. E essas pessoas estão correndo atrás para realizar seus sonhos e ter uma vida melhor. “Pesquisas indicam que a classe C detém o maior poder de compra do mercado – R$ 2,3 trilhões. Representada por 53,9% da população, a classe é responsável ainda por 44,3% dos gastos das famílias. Foi a que mais cresceu desde 2003 e está em busca do melhor”, diz o diretor da GIVE Imóveis.