Casa para chamar de sua e ser feliz

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Casa projetada pela arquiteta Gislene Lopes. Foto: Mão Dupla Comunicação/Divulgação
Casa projetada pela arquiteta Gislene Lopes. Foto: Mão Dupla Comunicação/Divulgação
Arquitetas explicam como a construção de uma casa nova, começando do zero, pode acontecer sem grandes percalços ou desperdício de dinheiro

Ter uma casa é um sonho para muitas pessoas. Espaço de lazer para que seus filhos possam brincar e terem um cachorro; área para confraternizar com amigos e familiares; poder ter individualidade e privacidade, entre outros, são atrativos para quem busca morar em casa, em vez de apartamento.

Para quem quer fazer uma residência do seu jeito, que agrade aos seus gostos, alguns requisitos são fundamentais e merecem muita atenção ao iniciar essa nova empreitada.

A arquiteta Estela Netto ressalta que a contratação do arquiteto é fundamental, antes mesmo de adquirir o lote, pois pode evitar muitas dores de cabeça futuras. “Poucas pessoas têm a consciência da importância da consultoria do arquiteto. Mas, ao contratar um profissional antes mesmo da compra do lote, o cliente evita inúmeros problemas posteriores, como a impossibilidade de construção da casa, que sempre foi um sonho, devido à topografia do terreno ou investimentos altíssimos que terá que fazer para deixar aquele lote apto para se construir a casa que deseja”, afirma.

Projeto de Estela Netto
Projeto de Estela Netto
Desejos do cliente

A arquiteta e designer de interiores Gislene Lopes conta que o profissional precisa conhecer a fundo os desejos do cliente para, assim, dar o primeiro passo em relação ao projeto. “Após o levantamento topográfico do terreno, o profissional precisa fazer um questionário com o proprietário para saber tudo que ele deseja na casa. O que é possível fazer e o detalhamento do que o cliente quer. Essa primeira reunião é fundamental”, explica.

Claro que uma das principais preocupações ao construir uma casa é o custo. Por isso, mais uma vez, vale ressaltar a importância em se ter um arquiteto que faça um projeto e, assim, não dê margens para modificações ou indecisões durante a obra. “O faz e desfaz é o que gasta muito na obra. Por isso tudo tem que ser analisado com calma e bem planejado. Existem dois modelos de projeto: o de obra fechada, onde você entrega o projeto com tudo escrito e a construtora fica a cargo dos materiais e etc. E o projeto da obra por administração, onde você fornece os materiais e, assim, o arquiteto acompanha mais de perto. Esta última é mais trabalhosa, mas é mais econômica”, explica Gislene Lopes.

Projeto inicial

Estela Netto ratifica a importância do projeto inicial. “O investimento em projeto é justamente para agilizar e diminuir gastos desnecessários na construção de uma casa. Ele é, na verdade, um planejamento bem estruturado de tudo aquilo que será necessário para que a obra seja realizada. Com isso o cliente tem mais previsibilidade dos seus custos e um cronograma real da obra. Os projetos complementares, por exemplo, como estrutural, elétrico e hidráulico, só são realizados depois que o projeto arquitetônico da residência é criado e, sabendo exatamente onde e como tudo deve ser feito e instalado, não há margens para equívocos e desperdícios”, aponta.

Ter o acompanhamento do profissional é fundamental para que o proprietário consiga construir a sua casa, sem protelar ou desistir do sonho por conta de gastos mal calculados. “O arquiteto é fundamental para acompanhamento, detalhamento, ver a obra e saber se o engenheiro entendeu o conceito direitinho. Eu considero projeto igual filho. Você precisa acompanhar as dificuldades, os detalhes, acabamentos e tudo que foi previsto em uma participação permanente”, encerra Gislene Lopes.