Burocracia aumenta em 12% o preço dos imóveis

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Burocracia aumenta o prazo de entrega da casa própria

O estudo “O Custo da Burocracia no Imóvel”, realizado pela empresa Booz&Co, por iniciativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), constata que o excesso de burocracia para a construção e aquisição da casa própria no Brasil aumenta em até 12% o preço dos imóveis para o proprietário. Isso equivale a R$ 18 bilhões por ano, considerando-se os financiamentos com recursos do FGTS e da caderneta de poupança, com base na média de unidades novas entregues anualmente. Este custo extra onera toda a cadeia do setor e é pago pela sociedade brasileira.

Burocracia aumenta o prazo de entrega da casa própria
Burocracia aumenta o prazo de entrega da casa própria e o preço dos imóveis

O levantamento mostra ainda que a burocracia também aumenta o prazo de entrega da casa própria. Dos cinco anos que um imóvel financiado pelo FGTS pode levar para sair do papel, ou seja, do projeto à entrega, dois anos são consumidos apenas pelos processos burocráticos.

Os gargalos burocráticos que oneram e atrasam os empreendimentos imobiliários no país vão desde a aquisição do terreno até a entrega da casa própria e envolvem instituições públicas e privadas. Os principais problemas constatados pelo estudo são: atraso na aprovação dos projetos pelas prefeituras, falta de padronização dos cartórios, falta de clareza nas avaliações das licenças ambientais e mudanças na legislação que atingem obras já iniciadas, como alterações nos planos diretores e de zoneamento, por exemplo.

Com de exemplos reais, o estudo apresenta sugestões para trazer maior eficiência ao processo, bem como cases de sucesso nacional e internacional. O objetivo do estudo é contribuir para tornar o setor da construção mais ágil, transparente e moderno, facilitando a aquisição de imóveis no Brasil.

O setor da construção propõe a redução desses custos burocráticos, por meio de melhores práticas para análise e aprovação dos projetos imobiliários, padronização e revisão das legislações municipais, estaduais e federais, maior informatização dos processos, antecipação dos financiamentos aos compradores. Além de reduzir os custos, o prazo para entrega dos imóveis cairia pela metade: de 60 para 32 meses.

Leia o estudo completo aqui.

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