Arquitetura harmoniza com a Era dos Pokémons

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Para encontrar os pokémons, as pessoas prestam mais atenção no entorno e nas edificações e na arquitetura
Para encontrar os pokémons, as pessoas prestam mais atenção no entorno e nas edificações e na arquitetura

O Pokémon Go, mais recente lançamento japonês, virou febre no mundo inteiro! Através da realidade aumentada é possível capturar pokémons na vida real. A arquitetura pode ajudar na brincadeira

lilianArquitetura e Pokémon? Sim! A tecnologia já existe há algumas décadas, mas dita novas formas de viver e conviver. É certo que amplia as sensações espaciais e propicia uma ligação direta com os ambientes à volta, inclusive, com a arquitetura.

Há algum tempo, algumas pessoas faziam caminhadas nos parques e conheciam pessoas. Hoje, milhões de pessoas desbravam parques públicos e marcos arquitetônicos, e também fazem amigos, através do jogo.

Para encontrar os pokémons, as pessoas prestam mais atenção no entorno e nas edificações e na arquitetura
Para encontrar os pokémons, as pessoas prestam mais atenção no entorno e nas edificações e na arquitetura

Uma edificação interessante talvez passasse despercebida se você estivesse dentro do carro, a caminho do trabalho, ou sentado no sofá, jogando videogame. Em contrapartida, o Pokémon Go permite que você saia de casa, se mova, e veja a cidade com novos olhos, além de participar das atividades coletivas, já que existem grupos se organizando para capturar os bichinhos virtuais.

Os parques e edifícios estão sendo ressignificados e ganhando novas funções! Um centro cultural não é apenas um espaço para manifestações artísticas, mas, muito além disso, um centro pokémon no imaginário das pessoas.

É assustador, mas pesquisas preveem que, em 2040, as pessoas passarão a maior parte do seu tempo na realidade virtual, e não na realidade, propriamente dita.

Se é assim, já podemos ter uma ideia do que o futuro nos reserva: viagens instantâneas a outros países e lugares exóticos, jamais pensados; espaços físicos que abrigam uma vida virtual, à parte; edifícios com funções distintas; cidades com realidades diferentes.

Inclusive, vamos vivenciar fatos em épocas que nem éramos nascidos! A história de Anne Frank, alemã de origem judaica que foi vítima do holocausto, no início dos anos 1940, vai ser contada através da realidade virtual e vamos ter a sensação de estar vivendo, com ela, cada momento.

Na realidade virtual, o futuro poderá ser preto e branco ou colorido, como quisermos
Na realidade virtual, o futuro poderá ser preto e branco ou colorido, como quisermos

A arquitetura, em si, pode não depender mais de uma construção específica! Poderemos ter prédios flutuantes e carros voadores.

Você acha exagero?

O futuro está apenas começando, mais uma vez.

E ele vai depender do potencial de imersão da imaginação humana.

Viveremos verdadeiros universos paralelos, de bolso.

O ópio digital pode levar uma pessoa a se entregar ao mundo da fantasia.

Mas nem tudo são trevas!

Há projetos em andamento com modelagem de cenários para que os cidadãos vivam suas cidades daqui a 20 anos. E, desta experiência, poderão avaliar o que vai melhorar e o que pode piorar. São informações úteis para os gestores públicos.

Sensores

Fora a era do conhecimento perfeito! Em poucos anos, com a internet muito mais avançada e veloz, teremos trilhões de sensores coletando dados em todos os lugares, através de drones e wearables, e seremos capazes de consultar qualquer coisa, a qualquer hora, em qualquer lugar, na velocidade da luz.

Então, podemos dizer que o conhecimento é cumulativo e, quanto mais disseminado, mais ele cresce, exponencialmente.

E eu aguardo, ansiosa, para fazer um tour virtual por uma residência típica da Síria, construída no final da era otomana para entender as peculiaridades da época, sem ter, necessariamente, que vivenciar os conflitos do Oriente Médio.

Lilian Fajardo é arquiteta, urbanista e designer de interiores.

Trabalha com projetos residenciais e comerciais.

Apresenta a coluna “Arquitetando” toda quinta-feira no programa “Revista BHNews” que começa às 17:30h, com reprise às 21:30h, na BHNEWS TV, canal 09 da NET ou pelo site www.bhnews.tv.br, em tempo real.

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Lilian Fajardo é arquiteta, urbanista e designer de interiores. Trabalha com projetos residenciais e comerciais. Apresenta a coluna Arquitetando toda quinta-feira no programa Revista BHNews que começa às 17:30h, com reprise às 21:30h, na BHNews TV, canal 09 da NET ou pelo site www.bhnews.tv.br, em tempo real.