Arquitetura ajuda na integração e privacidade

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Neste projeto de arquitetura, a designer de interiores Laura Santos especificou elementos como meia parede em drywall, panos de vidro e placas acústicas. Tudo para garantir que as salas tenham, ao mesmo tempo, integração e privacidade
Neste projeto de arquitetura, a designer de interiores Laura Santos especificou elementos como meia parede em drywall, panos de vidro e placas acústicas. Tudo para garantir que as salas tenham, ao mesmo tempo, integração e privacidade
Arquitetura permite projetos corporativos que aliam a integração dos ambientes com a privacidade exigida por cada setor

A arquitetura é uma aliada das empresas. Pensando na necessidade de se manter as equipes de trabalho unidas e coesas mas, ao mesmo tempo, respeitando a privacidade necessária num ambiente corporativo, grandes empreendedores buscam por arquitetos e designers que possam criar projetos que transformem o ambiente em um local de interatividade e, ao mesmo tempo, isolamento profissional. As soluções utilizadas são diversas, como divisórias, persianas, meia parede e, até mesmo, placas acústicas.

Em um de seus projetos corporativos, o arquiteto Gabriel Velloso da Rocha Pereira utilizou a divisória de vidro com persiana integrada para atender à demanda do cliente, que necessitava de espaços de reunião e salas de diretoria com privacidade e isolamento acústico tendo, ao mesmo tempo, interação entre os funcionários.

Privacidade x transparência.

“Desenvolvemos o projeto com conceito de transparência e integração visual entre os ambientes. A divisória de vidro com persiana integrada atendeu perfeitamente às demandas, em princípio conflitantes: privacidade x transparência. Com a solução de divisória com persiana integrada os diretores podem manter a persiana recolhida ou semiaberta quando precisam visualizar o trabalho da equipe, e podem fechar a persiana completamente quando precisam de privacidade. O mesmo acontece com as salas de reunião. Nos momentos que não está sendo usada, ou durante reuniões descontraídas, a persiana pode ficar aberta. No momento de alguma reunião mais séria, a persiana fechada garante privacidade. Em qualquer situação, o vidro duplo e os sistemas de isolamento de som das divisórias garantem total isolamento acústico”, explica.

Gabriel ressalta que as divisórias de alto padrão de vidro com persiana integrada permitem flexibilidade e controle da privacidade e que existem vários modelos que podem ser aplicados a diferentes necessidades. Para ambientes integrados podem ser usadas divisórias de vidro do piso ao teto. Em ambientes um pouco mais restritos a divisória pode ter uma base opaca, com vidro a partir da metade da altura. Existem ainda diversos acabamentos e cores para a estrutura, persiana e para a parte opaca, abaixo do vidro. Cada combinação de cor e textura transmitirá diferentes sensações: madeiras e cores escuras podem transmitir sobriedade; madeiras claras e cores neutras transmitirão sensação de conforto; cores vibrantes transmitem criatividade. Enfim, cada necessidade vai demandar uma solução diferente e o papel do arquiteto é usar os materiais disponíveis no mercado para criar um ambiente adequado ao cliente”, enfatiza.

Neste projeto, divisórias de vidro com persianas integradas conectam e isolam a sala de reuniões, de acordo com a necessidade do momento
Neste projeto, divisórias de vidro com persianas integradas conectam e isolam a sala de reuniões, de acordo com a necessidade do momento
Drywall

Segundo a designer de interiores Laura Santos, o uso de drywall também é um bom recurso para projetos corporativos neste estilo, pois ele auxilia tanto na acústica quanto na setorização do espaço. Em um de seus projetos que visa a integração e a privacidade do ambiente, a profissional utilizou uma meia parede de gesso e uma pele de vidro, fundamental para que haja a privacidade necessária, porém, sem ter uma divisão visual.

“A meia parede foi feita para dividir a sala de reunião da área de trabalho e, em cima, o vidro. Optamos por não fazer uma parede inteira porque a gente queria que a pessoa tivesse essa sensação de amplitude e pudesse enxergar a empresa como um todo. A altura da parede, enquanto se está sentado, dá a privacidade visual, setorizando o espaço. Só quando se está de pé que você enxerga a outra sala. Os painéis pretos do teto são placas acústicas que ajudam a absorver o som e reduzem os ruídos de uma sala para a outra”, explica.

Visão no mercado

Para Laura Santos, estes projetos vêm sendo cada vez mais utilizados pelas empresas como uma forma de mostrar a sua visão no mercado, tanto para os funcionários, quanto para seus clientes. “Atualmente, os espaços corporativos são mais integrados. A pessoa tem visão do cliente, da empresa como um todo. É interessante até mesmo para passar credibilidade, pois a empresa quer mostrar a sua grandeza e isso é uma tendência. Porém, a sala de reunião necessita ser um espaço mais reservado e precisa ter estes artifícios para fazer espaços que se integrem, mas que consiga fazer com que um não tumultue o outro”, conclui.

Tendência

Gabriel Velloso avalia que esta forma de projeto corporativo é diferenciada dependendo da cultura de cada empresa, onde a integração dos espaços pode ser ou não bem-vinda. “O uso deste tipo de divisória deve ser estudado caso a caso, nunca aplicado como uma tendência universal. O uso deste tipo de material depende muito do conceito do projeto e da cultura da empresa. Em espaços onde há grande interatividade entre os funcionários, as divisórias transparentes com controle de abertura são muito bem-vindas, mas há outras situações que não são. Por exemplo, há empresas ou setores de empresas onde a hierarquia é muito marcante, sendo necessária maior isolamento de algumas salas. Por isso, o uso deste material depende muito do conhecimento da empresa e do briefing corretamente definido entre o arquiteto e o cliente”, encerra.