Arquiteto busca atender sonhos de clientes

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Projeto Júnior Piacesi: Para abrigar a coleção de imãs (mais de 300 peças) de diversos países visitados pela sua cliente, o arquiteto criou um painel de metal na área gourmet. Dessa forma, a disposição desses souvenirs saiu da tradicional geladeira e garante a lembrança de divertidas histórias de viagem que pode ser compartilhada pela cliente com os seus amigos. Foto: Gustavo Xavier
Arquiteto não é gênio da lâmpada, mas consegue realizar os desejos dos clientes e transformar moradas

Quando um arquiteto projeta uma morada ou ambiente, ele não está apenas trabalhando com a estética e funcionalidade de um espaço, ele está lidando com sonhos de outras pessoas. Por isso, é importante respeitar e expressar a individualidade do cliente no projeto para que ele tenha prazer em viver e desfrutar do espaço que, por sua vez, compartilha características e detalhes únicos de seu usuário.

Entre os desejos do cliente e conhecimento técnico do profissional há uma grande negociação para que o resultado expresse o que o cliente quer com a assinatura do arquiteto. Será que isso dá certo? Como fazer para que haja harmonia no processo e resultado? Profissionais da área explicam.

A sapateira na entrada da casa foi uma solicitação dos clientes que tem uma filha pequena e se preocupavam com a saúde da criança. Os sapatos dispostos nesse armário, feito sob medida, não leva bactérias da rua para dentro de casa. Foto: Gustavo Xavier
A sapateira na entrada da casa foi uma solicitação dos clientes que tem uma filha pequena e se preocupavam com a saúde da criança. Os sapatos dispostos nesse armário, feito sob medida, não leva bactérias da rua para dentro de casa. Foto: Gustavo Xavier

“Quando trabalhamos com expectativas e sonhos, todo cuidado é pouco e a nossa sensibilidade é fundamental para uma boa interpretação das necessidades, tanto afetivas, quanto técnicas dos clientes. Temos que ter um feeling do que é desejo de expor e o que é desejo de interiorizar até para a expressão estética do projeto”, ponderam as arquitetas Flávia Gamallo e Fabiana Couto.

Para o arquiteto Júnior Piacesi, na hora da construção do projeto, o profissional tem que ser o facilitador. “Primeiro existe uma conversa de necessidades e de importâncias. Depois, a gente tem outra conversa que é sobre o que é referência visual, de imagem, de textura, de materiais para o cliente. Após isso, inicia-se a criação. No fim, construímos juntos”.

Peculiaridades

Flávia e Fabiana contam como fazem para que as peculiaridades do cliente sejam trabalhadas no projeto. “Procuramos entender a dinâmica e a rotina da casa, os hobbies e gostos, assim como os desejos de mudanças de cada morador. Planejamos essas atividades no fluxo da residência e, a partir daí, começa o projeto. A casa, antes de ser bonita e agradável, deve atender às funções essenciais para a vida do morador. Só assim um projeto é capaz de perdurar com sucesso”, asseguram.

O desafio desse compacto apartamento foi criar um home office integrado ao espaços social da casa para que o casal pudesse trabalhar com fotografias em casa
O desafio desse compacto apartamento foi criar um home office integrado ao espaços social da casa para que o casal pudesse trabalhar com fotografias em casa

Júnior revela porque é importante dar atenção às peculiaridades de cada cliente e representá-las nos projetos: “A casa vai criar uma relação de uso psicológico com a pessoa. Há aí uma relação mais íntima”. E as arquitetas da Coga, Flávia e Fabiana, completam: “O cliente precisa ocupar a sua casa da forma como ele enxerga o mundo. A nossa arquitetura não impõe, ela se adapta às necessidades e serve de suporte, de pano de fundo pra vida real”.