Aluguel pelo IGP-M sobe 1,52% em setembro

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O aluguel pelo IGP-M acumula alta de 8,29% no ano
O aluguel pelo IGP-M acumula alta de 8,29% no ano
Em 12 meses, o aluguel pelo IGP-M subiu 10,04%, segundo a Fundação Getúlio Vargas

O aluguel pelo IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) subiu 1,52% em setembro, ante 0,70% no mês anterior. Com este resultado, o índice do aluguel pelo IGP-M acumula alta de 8,29% no ano e de 10,04% em 12 meses. Em setembro de 2017, o índice havia subido 0,47% e acumulava queda de 1,45% em 12 meses. 

Já o  Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,17% em setembro, contra 0,30% em agosto. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços ficou em 0,38%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,65%. O índice que representa o custo da Mão de Obra não registrou variação pelo segundo mês consecutivo.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) acelerou de 1,00% em agosto para 2,19% em setembro. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais variou 1,00% em setembro, contra -0,12% no mês anterior. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa de variação passou de 0,02% para 8,21%, no mesmo período. 

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,28% em setembro, ante 0,05% em agosto. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram avanço em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Transportes (-0,29% para 0,59%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou -0,48% para 1,71%. 

Confiança da construção civil tem leve alta

O Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getúlio Vargas, subiu 0,9 ponto em setembro, ao passar de 79,4 para 80,3 pontos . Em médias móveis trimestrais, o índice avançou 0,3 ponto.

“As expectativas voltaram a crescer, mas sem conseguir recuperar o patamar pré-greve dos caminhoneiros. Houve um ajuste para baixo na percepção relativa ao cenário no curto prazo que afetou o setor como um todo. No entanto, as empresas de infraestrutura, mais suscetíveis ao ambiente de incerteza atual, foram mais impactadas e ainda não mostram sinais de melhora na confiança,” observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV IBRE.

Em setembro, a alta do ICST foi influenciada tanto pela melhora da situação atual quanto das expectativas para os próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) subiu 0,7 ponto, atingindo 72,4 pontos, o maior nível desde junho de 2015 (74,2 pontos). O indicador que mais impactou positivamente o crescimento foi o que mede a percepção sobre a situação atual da carteira de contratos, que aumentou 1,0 ponto, ao passar de 69,8 para 70,8 pontos, o maior nível desde julho de 2015 (71,2 pontos).