Ações de aluguel em São Paulo caem 6,2%

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Em novembro foram registradas 1.428 ações de aluguel em São Paulo

Falta de pagamento do aluguel em São Paulo motivou a maioria dos processos, segundo levantamento feito pelo Secovi-SP 

Em novembro, foram protocoladas 1.428 ações de aluguel em São Paulo, segundo dados do Tribunal de Justiça do Estado obtidos pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP). Comparado às ocorrências de outubro, houve queda de 6,2% no volume de ações. “Todos os tipos de ações caíram de outubro para novembro, o que indica que inquilinos e proprietários estão preferindo a negociação a ingressar com ação no Judiciário”, diz Jaques Bushatsky, diretor de Legislação do Inquilinato do Secovi-SP.

Em novembro foram registradas 1.428 ações de aluguel em São Paulo
Em novembro foram registradas 1.428 ações de aluguel em São Paulo

Em relação a novembro de 2013 (1.329 ações), o número de processos relacionados a locação aumentou 7,4%.

As ações por falta de pagamento de aluguel em São Paulo continuam respondendo pela maior parte dos processos. Com 1.198 ações, elas corresponderam a 83,9% do total do mês. As ações ordinárias ficaram em segundo lugar, com 130 ocorrências e fatia de 9,1%. As ações renovatórias e as consignatórias participaram, respectivamente, com 91 (6,4%) e 9 (0,6%) processos.

Considerando-se o total de ações acumuladas no ano, foram protocoladas 17.784 ações, contra 17.392 do mesmo período de 2013, com variação de 2,3%.

As ações acumuladas de dezembro de 2013 a novembro de 2014 totalizaram 18.879 casos, resultado 1,6% superior ao acumulado no período de 12 meses encerrado em novembro de 2013 (18.581 ações).

Significado de cada ação:

Consignatória – movida quando há discordância de valores de aluguéis ou encargos, com opção do inquilino pelo depósito em juízo.

Falta de pagamento – motivada por inadimplência do inquilino.

Ordinária/Despejo – relativa à retomada de imóvel para uso próprio, de seu ascendente ou descendente, reforma ou denúncia vazia.

Renovatória – para renovação compulsória de contratos comerciais com prazo de cinco anos.

Fonte: Secovi-SP.