Ações de aluguel diminuem em São Paulo

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O número de ações de aluguel diminuiu na cidade de São Paulo em outubro
O número de ações de aluguel diminuiu na cidade de São Paulo em outubro
O resultado de outubro foi 5,5% inferior ao de setembro e 6,3% menor que o de outubro de 2013 no número de ações de aluguel

Em outubro, foram protocoladas 1.522 ações de aluguel na cidade de São Paulo,  de acordo com dados do Tribunal de Justiça paulista compilados pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP). Esse número é 5,5% inferior ao de setembro, quando tinham sido registrados 1.610 processos. Na comparação com outubro de 2013 (1.625 ações), houve redução de 6,3%.

“Os dados da pesquisa mostram que, com mais frequência, locadores e locatários têm chegado a um acordo sem a interferência do Judiciário. Isso é muito bom para o mercado de locação e segue a conduta recomendada pelo próprio Poder Judiciário, como é o caso do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, José Renato Nalini”, afirma Jaques Bushatsky, diretor de Legislação do Inquilinato do Secovi-SP.

As ações por falta de pagamento de aluguel continuam com a maior participação. Em outubro, foram 1.243 ocorrências, o correspondente a 81,7% do total do mês. As ações ordinárias ocuparam a segunda posição, com 168 ocorrências e fatia de 11,0%, enquanto as renovatórias (101 casos) e as consignatórias (10) foram, respectivamente, com 6,6% e 0,7% dos processos.

No acumulado de janeiro a outubro deste ano, foram contabilizadas 16.356 ações locatícias, uma variação de 1,8% sobre as 16.063 do mesmo período de 2013.

O total acumulado nos 12 meses, de novembro de 2013 a outubro de 2014, foi de 18.780 ocorrências, volume 0,9% inferior ao acumulado no período de 12 meses encerrado em outubro de 2013 (18.943 ações).

Significado de cada ação:

Consignatória – movida quando há discordância de valores de aluguéis ou encargos, com opção do inquilino pelo depósito em juízo.

Falta de pagamento – motivada por inadimplência do inquilino.

Ordinária/Despejo – relativa à retomada de imóvel para uso próprio, de seu ascendente ou descendente, reforma ou denúncia vazia.

Renovatória – para renovação compulsória de contratos comerciais com prazo de cinco anos.

Fonte: Secovi-SP.